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A denominação Carapebus tem origem em um peixe saboroso, o carapeba da lagoa, com a desinência “us”, qualificativo na língua dos indígenas goitacazes, que quer dizer boas ou bom. Tradicional polo de plantio e processamento de cana-de-açúcar, Carapebus apresenta atrativos turísticos notáveis. O município de Carapebus possui diversos lagos e praias, além de parte do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba.

Atrações Naturais
– Parque Nacional de Jurubatiba, criado em 1998, é uma área de restinga de 14 mil hectares com muitas lagoas, abrangendo os municípios de Macaé, Carapebus e Quissamã. O parque é formado por 44 quilômetros de costa. A diversidade de Jurubatiba é tão importante que lá podem ser encontrados vestígios tanto do sertão nordestino, quanto da Floresta Amazônica e as clusias 12. A área de preservação possui 12 lagoas costeiras e inúmeros brejos temporários e permanentes, com florestas inundáveis e inundadas. Entre as espécies da flora, destacam-se a pitangueira, o cajueiro, a erva-mate e madeiras de lei, como o angelim-rosa, o aderno, o catambu, a caixeta e o ipê-amarelo. No Parque vivem jacarés, capivaras, tatus, lontras, tamanduás-mirins, além de um número considerável de aves e peixes. Das lagoas costeiras dependem várias espécies de aves aquáticas, residentes e migratórias, como irerês, marrecas-caboclas, patos de crista, marrecas-queixo-branco e outras.

– Praia de Carapebus, de extensão aproximada de 12km, encontra-se no Parque, entre as praias de Lagomar, em Macaé, e João Francisco, em Quissamã. Suas águas são frias e transparentes, as areias têm granulação grossa e cor escura. Estreito cordão de restinga paralelo à praia, separa o oceano de diversas lagunas.

– Lagoa de Carapebus, formada pelos córregos do Sameiro, Maracujá e Jacutinga e ligada ao canal Macaé-Campos, tem área aproximada de 10km², possui vegetação típica de restinga junto às suas margens. Possui água doce e morna, de tonalidade escura e pouca transparência.

– O histórico Canal Macaé-Campos, que interliga as Lagoas de Carapebus e do Paulista, possui 106km de extensão e é o segundo maior canal artificial do mundo. Levou- se quase 20 anos, entre 1843 e 1861, para construí-lo com a força do trabalho escravo. Visava ao escoamento do açúcar produzido em Campos através de vapores que chegavam ao porto de Macaé, o mais importante da região na época.

– Árvores típicas de regiões mais áridas que realizam a fotossíntese à noite, um fenômeno que pode ser constatado em regiões como o Deserto do Saara.

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ANNA MARIA VASCONCELLOS ALMEIDA

É natural de Carapebus, cidade do Norte Fluminense. Entre 1970 e 1990, residiu em Niterói onde concluiu dois cursos de Graduação: Enfermagem, na Universidade Federal Fluminense (UFF) e Psicologia Clínica, na FAMATH (Faculdades Integradas Maria Teresa). Na UFF, obteve também o título de Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior e, na FAMATH, de Licenciatura Plena em Psicologia.
Dedicou-se ao magistério por 12 anos. Lecionou na FESO (Fundação Educacional Serra dos Órgãos), em Teresópolis (RJ), como professora titular na FET (Faculdade de Enfermagem de Teresópolis) e atuou na área de Psiquiatria e Saúde Mental do Curso de Graduação em Enfermagem. Lecionou ainda em cursos profissionalizantes de Enfermagem ao Centro Educacional de Niterói, e em outras Instituições de Ensino, como o Colégio Mater et Magistra, em Niterói.
  Na área da saúde, exerceu o cargo de Enfermeira Chefe do Ambulatório do IASERJ, em Niterói, durante dois anos, e de coordenadora do programa de saúde mental do município de Carapebus, por 6 anos. Em 1998, deu início à concretização do seu grande e antigo sonho: retornou à terra natal com o inabalável desejo de publicar a história de Carapebus: história e, mais ainda, estórias, lendas, mistérios, fatos pitorescos, inspirado nas belas crônicas de seu pai.
Anna presenteia não só os carapebuenses, mas todos aqueles que reconhecem que o passado – sempre forte e vigorosos – habita, transforma e enriquecesse o presente. Nas páginas do passado de Carapebus, Anna faz brota sua mais profunda raiz; nas páginas do passado de Carapebus, deixa falar seu mais franco afeto por sua gente.
Por Tereza Cristina B. Calomeni

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